(Ah! Que saudades dos protestos de movimento estudantil... Que saudade daquela época onde todos defendiam algum ideal....)
Para que grades,
para que muros?
Já vivemos tão reprimidos e isolados,
agora querem nos tirar nossos restos de liberdade.
Doí-me n'alma ver arames e ferros,
como em prisões,
entristecem-me estas paredes e portões.
Antes podíamo olhar o horizonte livremente,
agora há a nossa frente feros ferros.
Rebelo-me contra tanta regras,
rejeito este aprisionamento,
odeio todos os grilhões.
Sinto-me sufocada,
sinto-me indignada,
tais medidas me deixam revoltada.
Uniformes, portões e carteirinhas,
para que tanta frescura inútil?
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