segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Ano Novo

Um novo ano logo se iniciará...
Já estamos em contagem regressiva.... 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4,3,2,1 !
Que 2008 seja bem-vindo para todos nós!
Que em 2008 haja mais paz, mais harmonia, menos desigualdades, menos preconceitos...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Rafael

(Poesia para um amigo que foi embora e voltou, e depois foi de novo e voltou de novo para Brasília... E que hoje na mesma cidade só temos contato virtual... Mas mesmo de longe torço pelo seu sucesso... E sempre lembro da primeira banda que você tocou...)

É tão bom ter você de volta,
sem você até as flores estavam tristes
e a cidade parecia morrer...

Foram dois anos,
tão longos, tão sós.

Bastou você voltar,
tudo se encheu de alegria,
a cidade ganhou vida
e a primavra está no ar!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Adeus, talvez para sempre

Às vezes me parece
que meu coração é puro vidro,
que sendo fino e frágil,
com prazer o destroís
a todo instante.

Quando estás perto,
me magoas,
quando estás longe,
me feres.

Antigamente,
eu achava que me amavas,
mas hoje,
parece que me odeias.
e eu tento te esquecer,
completando assim a destruição de nossa amizade.

Nossa amizade
antes tão bela,
é agora triste rivalidade.

Não dá mais para voltar atrás:
acabou-se nossa amizade.
Doí-me dizer-te adeus,
doí-me deixar de te mar,
mas não vou mais chorar.

Adeus, talvez para sempre.

(Romance aos 13anos: platônico, confuso e incompleto... Ao mesmo tempo tão puro e tão belo...)

Repressão

(Ah! Que saudades dos protestos de movimento estudantil... Que saudade daquela época onde todos defendiam algum ideal....)

Para que grades,
para que muros?
Já vivemos tão reprimidos e isolados,
agora querem nos tirar nossos restos de liberdade.

Doí-me n'alma ver arames e ferros,
como em prisões,
entristecem-me estas paredes e portões.

Antes podíamo olhar o horizonte livremente,
agora há a nossa frente feros ferros.

Rebelo-me contra tanta regras,
rejeito este aprisionamento,
odeio todos os grilhões.

Sinto-me sufocada,
sinto-me indignada,
tais medidas me deixam revoltada.

Uniformes, portões e carteirinhas,
para que tanta frescura inútil?

Changements

(Reflexões de uma adolescente de 17 anos... em francês)

Dix-sept ans.
Dix-sept ans dejà.
J'ai tant changé.

Tout a changé. C'est vrai.
Mon grand père est mort.
Meus amis ont tous demenagé.

Tout a changé pourtant.
Jadis, me parents me voyaient grandir.
Maintenant je serais toujours petite.

Il y a quelques ans...
Les garçons regardaient mes yeux...
Depuis l'année dernière,
ils parlent toujours de mon corps.

C'est vrai. Tout le monde a trop changé.

Liberdade

( Essa é das antigas, um sonho de liberdade de uma adolescente de 13 anos...)

Somos livres ou somos escravos,
somente pelo que pensamos.
Depende somente do que pensamos,
o que somos.

Se amamos o que somos,
devemos amar o que pensamos.

Se a liberdade para você for uma festa,
esteja sempre em festa.
Se a liberdade for poder fugir dos problemas,
fuja,
só que assim nunca deixarás de fugir
e serás escravo da tua fuga.

Lembre-se somente que a liberdade
é o que pensamos que é.
A verdadeira liberdade não acaba nunca,
pelo menos enquanto
seus pensamentos não se escravizarem.

Seja não escravo mas livre,
pense livremente e fale o que pensar,
haja como quiser,
mas seja você mesmo,
pois assim será cada vez mais livre.


Escrevendo

Podem dizer que sou criança,
podem dizer que não és belo.
Podem dizer o que quiserem,
porém não desistirei,
eu quero te amar
e para sempre te amarei.

Se eu pudesse chegar
e te dizer tudo isso...
Mas não adianta,
eu só me expresso ao escrever.

Queria que você estivesse aqui,
afinal, te amo.

Se eu conseguisse te dizer,
assim pessoalmente,
como eu te amo,
talvez fosse melhor.
Mas como fazer:
Se meu forte é somente escrever?

Escrita em 1992, numa fase meio Cyrano de Bergerac... Eu era morta de tímida...

Ilusão

Não sei entender o que as pessoas pensam,
me deixo iludir,
me deixo emocionar,
acabo por me magoar.
Às vezes os outros parecem amar,
mas é só uma ilusão óptica,
é tão fácil se iludir.
Mas maior perigo é não amar,
por ter medeo de se machucar.
É pior a dor de saber que nunca amou
que a dor de amar e não ser amada.
Sofrer por amar é ser apaixonada e romântica,
mas nunca amar e covardia.
Não há óculos que nos façam enxergar o coração,
então o melhor é se guiar pela paixão.

Escrita em 18/04/1992 para minha amiga Karla Janaína.

Tato

Sinto tanta saudade de você,
sinto tanto o peso de sua falta!

Às vezes nem sei como faço para não chorar,
tem horas que a saudade,
imensa, vem me massacrar.

Já tem um ano que não te vejo,
há só tristeza desde que você partiu.
Quem dera eu pudesse com essa saudade acabar,
perto de você novamente estar!

Agora que você está tão longe,
que a gente tanto mudou,
é que eu vejo como gosto de você.

À noite eu sonho com você,
por instantes te vejo,
mas quando acordo restam apenas lembranças.

Pelo tema deve ter sido escrita em 1992

Sem você

Quando estou sem você
estou sem o mundo,
pois meu mundo é só você.
Sem você meu amor é mudo,
pois você não me escuta.
Sem você não tenho vida,
pois prefiro estar morta.
Você é tudo na minha vida.
Você é meu amor.

(Romantismo aos 13 anos... A gente nunca namorou, brigava igual cão e gato... Só fomos assumir que gostavamos de estar perto na faculdade - como amigos. Hoje ele mora longe de mim, no interior de Minas, e eu sinto saudade das nossas brigas de criança.)
Escrita em 08/06/1991.

Abandono

Quer ir na escola,
viver feliz,
não pode tem que trabalhar,
sem reclamar leva a vida,
pois não tem com quem
se lastimar, tem que sozinho lutar,
por sua vida trabalhar.
Não poderá estudar,
ter uma família,
tempo de brincar,
uma vida de se gostar.
Abandonado,
só na noite calada
na vaga tristeza,
única que não o quer
abandonar.

(Essa poesia é na realidade uma redação do colégio sobre uma criança abandonada, escrita em 25/09/89. Na época eu tinha muita dificuldade de escrever prosa, então sempre pedia para a professora deixar eu escrever poesia.)

Salve o dia do mestre

(Esta poesia não é minha. Verdade seja dita eu nem era nascida... Foi escrita pelo meu avô Bejone para minha mãe em 18/10/1975. E como ele foi meu professor de poesia, nada mais justo do que a primeira seja dele.)

Minha professora é jóia
Jóia de grande valor
Me leva no seu carro
Com competência e amor.
Minha professora é jóia
Não canso de repetir
Além de me ensinar
Ela quer me conduzir.
Minha professora é jóia
Deixa mais uma vez que eu diga
Além de minha professora
Ela também é minha amiga.
Nesse dia da mestra
Quero lhe cumprimentar
Por ser tão boa pessoa
Eu quero um beijo lhe dar.
Dizendo muito obrigada
Minha mestra mui querida
Deus abençoe seu trabalho
Sua luta sua vida.
Abençoe também seu esposo
Sua casa, seus filhinhos
São os votos de sua aluna
Que os faz com muito carinho.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amizade

Passamos a vida toda cercados de pessoas, muitas vezes sem perceber quão maravilhosas são algumas dessas pessoas. Algumas vezes percebemos, mas deixamos pra demontrar isso depois. Infelizmente o tempo passa e nos rouba algumas dessas pessoas maravilhosas que Deus colocou em nossas vidas. E só então paramos pra ver que que elas nos fazem muita falta.
Cada amigo é de um jeito, cada um tem diferenças e semelhanças conosco mesmos.
O que seria da gente sem aquele amigo que chega naquela hora que acabamos de acordar ( e às vezes até nem estamos tão acordados assim) e nos dá um abraço e deseja bom dia? Ou aquele que bate na nossa porta tarde da noite, naquele dia da maior fossa, quando a gente tá com o olho inchado de tanto chorar, já esvaziou a segunda caixa de Bis e diz que; se a gente não levantar da cama, vestir uma roupa (sem ser aquele moletom de dormir), largar aquele ursinho de pelúcia e lavar o rosto; ele vai embora e não fala nunca mais com a gente. E acaba nos obrigando a sorrir, levantar, sacudir a poeira e dar um drible na tristeza.
O que seria da gente sem aquela amiga que senta pra tomar uma limonada e sofrermos juntas os príncipes que são sapos? E depois a gente ri deles e acaba descobrindo juntas que a gente não perdeu nada, que com certeza ainda existe um príncipe de verdade que a gente ainda não achou. E quem olha o tanto que a gente ri acha que só pode ter alguma coisa na limonada.
E aquela amiga que liga na semana de prova da faculdade, acha que você tá estressada demais e te faz ir caminhar no Eixão. E depois que ela muda de perto, você ainda passa uma semana na casa dos pais dela, relaxando pra prova de residência. E você ainda se hospeda na casa dos avós dela quando precisa ficar um tempo estudando em outra cidade.
E aquelas amigas, que te adotam como um bebê, quando você vai viajar sozinha a primeira vezes e não conhece nada nem ninguém. E quando você tem a pior crise de rinite da vida e quer voltar pra casa da sua mãe, elas tão ali do lado te dando ânimo.
E aquela amiga que já mudou de Brasília há mais de 10 anos, mas que tem aquela super paciência de te atender quando você faz interurbano pro celular dela no meio do horário de expediente, porque você tá arrasada porque achou que tinha encontrado o amor da sua vida e ele te largou? E aí ela te lembra de todos os caras lindos e maravilhosos você poderia ter tido como namorado na adolescência e te faz pensar que metade da população do mundo é do sexo masculino. E faz você ri quando lembra que você ainda não foi a Escandinávia, nem a Alemanha e nem a Rússia. E que essa ainda é uma opção se você estiver achando que tá encalhada...
E aquelas amigas que moram na mesma cidade que você, mas vocês quase não se vêem por causa dos horários de trabalhos, filhos ou maridos... Mas que quando a gente se junta, é como se rejuvenescesse uns 15 anos, parece que não passamos mas que um fim de semana longe uma da outra. E a gente vai se lembrando de histórias que nem nossos pais lembram mais. Do cabelo que a gente usava em 1989, do primeiro sutiã (aquele que a gente nunca esquece...), da primeira vez que usamos maquiagem ou salto alto, das disputas pelo título de quem lia mais na biblioteca da escola e daquela mania de se achar o patinho feio que toda adolescente tem.
E aquele amigo que, junto com você, achou que ia mudar o mundo? Quantas vezes vocês não se revoltaram com as injustiças juntos, quantas madrugadas discutindo o mundo pela internet? Depois de muitos anos cada um seguiu seu caminho, mas hoje a imagem dele ainda é estímulo para não esmorecer e acreditar num mundo melhor...
Tem aquele que te dá um puxão de orelha e te faz enfrentar seus medos... E aí quando você já se convenceu de que ele foi muito bravo... Ele chega e diz: "Vai em frente, é isso aí, se precisar pode contar comigo". E você às vezes nem tem tempo de agradecer a bronca que te fez tomar a direção certa na sua vida...
E tem aquele amigo que seu agitador particular... Aquele que te avisa todas as baladas e os melhores points... Aquele que não te deixa ficar sem comemorar nenhuma vitória, mesmo que só tenha vocês dois e o graçom no buteco...
Há aquele amigo que veio de tão longe, mas que se parece tanto com a gente... Até parece irmão... Gostos iguais, opiniões iguais, muitas experiências parecidas... E de repente você duvida daquela história de que é impossível haver duas pessoas iguais no mundo...
Há amigos que chegam e amigos que se vão... Só não existem ex-amigos... Porque o amigo está conosco mesmo quando não podemos vê-lo nem ao menos ouvir sua voz... mesmo quando só podemos ter a lembrança de um violão que toca entre as estrelas...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Por que ter um blog?

Adoro escrever e discutir idéias, infelizmente tenho muito pouco tempo livre para ter com quem trocar idéias.
Há algum tempo instituí o hábito de mandar mensagens de reflexão para todos os meus amigos, mas isso às vezes é chato, pois nem sempre o amigo quer ler aquilo que a gente manda. Então vi alguns blogs e achei que seria uma solução interessante, pois, além de meus amigos poderem ler se quiserem e quando quiserem, me daria a oportunidade de fazer novas amizades.