sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Depois de tanto tempo...

Quando comecei esse blog estava em uma fase muito confusa da minha vida. Havia perdido um tipo que adorava, estava muito atordoada com o fim de um relacionamento. Na realidade estava atordoada com o fim de dois relacionamentos.
Não eu não namorava duas pessoas ao mesmo tempo, mas tinha feita aquela besteira que costumamos fazer quando saímos muito magoados, tentei esquecer o fim de uma relação começando outra. Quando essa outra acabou descobri que as feridas da primeira ainda não estavam cicatrizadas, pior eu tinha mais feridas do que quando comecei a segunda relação.
Então resolvi iniciar um processo de auto-conhecimento. Não fui a Itália, nem a India e tampouco a Tailândia... Foi nessa redescoberta que o blog começou.
Um dia as feridas cicatrizaram... Deixei o blog meio de lado...
Hoje me lembrei que não havia postado nada no último ano. E me lembrei que se eu tinha usado o blog para curar minhas feridas, ele também podia ajudar outras pessoas a compartilharem as delas. Então voltei a escrever. Dessa vez não estou triste, mas acho que manter esse canal aberto me tornou mais forte, então devo continuar.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Definição de mim

Uma pessoa muito complexa pra se tentar entender e ao mesmo tempo muito simples de conviver. Se estou fazendo uma coisa é porque gosto, se estou aqui é porque não queria estar em outro lugar, se estou com alguém é porque meu coração mandou assim.
Sou uma médica em constante reciclagem... workaholic por prazer.
Sou gourmet por vocação, mas vivo de dieta.
Sou uma musicista que nunca soube cantar...
Sou um projeto de escritora e poetisa...
Sou uma tentativa de artista...
Sou artesã em formação...
Vivo em constante aprendizado...
Acredito que a vida é acordar cada manhã e tentar tirar tudo de bom que cada experiência pode nos ensinar. Acho que amizade não é estar junto o tempo todo , mas ter a felicidade do outro como nosso objetivo pessoal. Entendo que amar não é ter o outro amarrado a si, mas ser capaz de ajudá-lo a levantar vôos cada vez mais altos.
A isso acrescente um punhado de teimosia (quem quer elogiar diz que sou persistente e quem não gosta me chama de birrenta), muita fé nas pessoas, uma vontade enorme de mudar o mundo...
Tempere com um gosto enorme por andar descalça e sentir cheiro de terra, junto com uma fixação por sapatos e perfumes...
Sim, sei que sou contraditória... Amo a vida simples, mas também dou uma de consumista às vezes. Amo a paz, mas sou capaz de curtir a agitação... Mas juro que tanta contradição até facilita a convivência.
Não tente me entender, você não conseguirá. Apenas experimente ser meu amigo...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Nada é em vão...

Algumas pessoas entram em nossas vidas com data de chegada e partida.
Alegramos-nos com suas presenças, até que um dia elas deixam de estar
fisicamente presentes.
Às vezes nos perguntamos por que ficamos sós... Porque
ter alguém e perder depois é muito doído... A gente sofre mesmo, quer brigar com
o destino, às vezes se rebela com o mundo... Às vezes as circunstâncias são tão
abruptas que demoramos muito tempo para digerir os acontecimentos...
Depois
que passa algum tempo as lembranças voltam com um gosto de saudade, uma
lembrança doída, mas feliz... E de repente conseguimos sentir as pessoas
distantes como se estivéssemos ao lado delas...
E nessa hora que começamos a
entender aos poucos todos os acontecimentos que nos levaram a essa solidão... E
começamos a ver o que realmente importa...
Existem marcas que não se apagam,
marcas que o tempo não desfaz. Daqui a cem anos poucas coisas restarão de nós,
os feitos que realizamos talvez nem existam mais... O dinheiro que tanto
guardamos para gastar um dia, talvez tenha mudado de nome... Os prédios e
edifícios podem já ser ruínas...
Mas daqui a cem anos restarão as coisas que
construímos no coração... Restarão as lembranças dos momentos que
compartilhamos... Restará aquele sorriso que nos alegrou no momento de angustia,
aquela palavra amiga no dia de dor... E ainda sorriremos ao lembrar tudo que
vivemos juntos daqueles que amamos um dia. Mesmo que a vida tenha sido breve e a
saudade muito maior.

Esse pequeno texto é uma homenagem a duas pessoas que trouxeram muitas lições de amizade à minha vida, mas que um dia deixaram de maneira muito rápida esta vida e deixaram saudades nos amigos e nas familias.

Obrigado Tio Osman por ter feito parte da nossa vida.

Obrigado Plínio por ter feito parte da nossa vida.

domingo, 23 de novembro de 2008

Meu amor...

Lembra que você me disse quando chegou à conclusão de que eu era a mulher da sua vida? Resolvi fazer uma postagem no blog. Veja se você gosta... Essa é uma postagem que poderia ter sido uma carta de amor. Mas decidi que iria homenagear meu futuro esposo dividindo um pouco da nossa história com todos os nossos amigos...
Quando conheci o Breno achei que íamos ser apenas amigos. O Breno não é alguém que chame tanta atenção num primeiro encontro porque é um bocado tímido. E como eu sou tímida também demoramos bastante para conseguirmos conversar. Mas mesmo falando tão pouco dava pra ir percebendo várias qualidades nele: a capacidade de fingir que estava perdendo só pra eu não ficar triste, o sorriso, o jeito que ele trata as pessoas em volta... Depois daquele dia fiquei com uma vontade enorme de vê-lo de novo, mas era capaz de jurar que era só amizade...
Uma noite, num plantão, recebi uma mensagem romântica no celular. Quase coloquei tudo a perder, porque me assustei e fui responder que era muito cedo. De verdade estava com medo de me apaixonar... Quase que ele acha que eu tinha dado um fora nele. Mas no dia seguinte a gente conseguiu conversar (sobre um monte de outros assuntos) e fiquei menos assustada, diminuiu a sensação incômoda de não saber como reagir... Mas ainda achava que seríamos só amigos...
O Breno é muito doce. Imagina alguém capaz de te acompanhar numa dieta quando você está com alergia a leite e derivados, carne vermelha e glúten (tudo ao mesmo tempo)? E ele sorri de um jeito tão lindo quando está sem graça... Observando ele me acompanhar na dieta e ainda sorrir pra mim, descobri que o que eu sentia não era apenas amizade...
Após o mal entendido ser desfeito, saímos de novo. De certa forma, eu sabia o que ele sentia e ele sabia o que eu sentia, mas mesmo assim estávamos tensos... Eu estava ansiosa como uma adolescente... Na verdade, esse dia é que pode ser considerado nosso primeiro encontro... Ao rir da peça, uma comédia, com a Drica de Moraes, nós sentimos pela primeira vez o toque de nossas peles, deixamos os braços onde estavam... Depois nossas mãos se tocaram... Foi tão especial nosso primeiro beijo... Tão gostosa a primeira vez que andamos de mãos dadas... Descobri que o que eu sentia era muito mais do que amizade...
Apresentei o Breno pros meus amigos, pros meus pais... Ele me levou pra conhecer a Amanda...
Até hoje não tinha contado para ele quando foi que eu tive certeza de que era com ele que eu iria passar o restante da minha vida... Nem mesmo no dia que ele me pediu em casamento eu contei isso. De certa forma até hoje, ele deixou os sentimentos dele bem mais claros do que eu deixei os meus...
Eu sou apaixonada por Brasília... Adoro esse céu, essa paisagem, esse cerrado... Acho muito lindo o céu na Esplanada. Ainda mais linda a Catedral num fundo de céu estrelado... É, foi nesse cenário lindo que tive a certeza de que estava ao lado do homem com quem eu iria envelhecer, ter meus filhos, ir milhares de vezes ao teatro, jogar sinuca (mesmo não sabendo), ver Titanic milhões de vezes... É foi assim que descobri que mais do que amigo, ele ia ser meu companheiro e meu eterno namorado nessa longa estrada que é a vida...

sábado, 1 de novembro de 2008

Sinuca, batatas fritas e teatro = amor pra vida toda

Há alguns dias meu coração anda acelerado... Me sinto meio adolescente, meio criança... Uma sensação maravilhosa vem de meu coração...
Começou devagar... Tão devagarinho quanto nasce o dia de manhã, tão devagar como se saboreia um doce bom...
A príncipio era só uma nova amizade, mas alguma coisa desde o primeiro dia era especial. Não aquele jeito de filme e novela onde o par romântico já perde a cabeça no primeiro olhar, mas como um sentimento puro e bom que foi brotando em meio a todo o tumulto da vida.
Sou uma competidora nata, adoro competir e adoro ganhar. Mas era diferente, não resolvi parar de jogar depois de perder. Continuava jogando e perdendo e jogando e perdendo, simplesmente porque adorava estar ali naquele momento... Era uma sensação tão boa de identificação e afinidade que me dava prazer até em perder...
Pela primeira vez estar proibida de comer algumas coisas me parecia agradável... Graças ao sorriso de um menino tímido que estava sem graça por ter pensado alto e por me deixar sem graça também. Pela primeira vez olhei com olhos que não os de amiga... Aquele menino doce, tímido, atencioso, de conversa tão gostosa e de sorriso tão lindo... Meu coração acelerou como se eu tivesse retornado aos meus doze anos...
Segunda, terça, quarta.... Três dias que demoraram a passar... Meu coração já ansiava por vê-lo de novo, tinha vontade de falar com ele a todo momento... Já estava em dúvida se realmente tinha trinta anos...
Tá certo que também sentia medo... Uma insegurança quase infantil... De repente tinha dúvida se não estaria me precipitando... Se ele sentiria a mesma coisa que eu... Ao mesmo tempo sabia que era diferente... Sabia que naquele momento não estava mas lidando com castelos no ar... Sabia que podia confiar...
Apesar de tímida, me sentia tão confiante, tão segura... Pela primeira vez sabia que não ia me ferir... Podia ler em seus olhos uma doçura e uma paz que me deixavam tranquila....
Como sempre me atrasei no serviço... Cheguei procurando seus olhos... Ansiosa... Telefone... Toca, toca, toca, toca, toca, toca.... Tento mais uma vez.... Ando enquanto tento... Estou apreensiva... Será que desistiu de me esperar? Por fim nos encontramos, ele se finge de bravo por um décimo de segundo, mas logo tem o mesmo sorriso que conheço...
Estamos sentados lado a lado... Primeiro contato de nossas mãos... Nosso primeiro beijo... Uma felicidade enorme estampada em nossos rostos... Nós dois somos meio moleques (no sentido de idade) nesse instante... Andar de mãos dadas... Primeiro abraço... Primeira vez que olhamos olhos nos olhos como um casal...
Os dias passam... Cada dia sinto-me mais feliz... Nada me faz tão bem quanto estar ao lado dele. Sou capaz de recordar a cada segundo seu olhar, seu sorriso, seu beijo...,...,...,.... Ao mesmo tempo que me sinto menina me sinto mulher...
Ao mesmo tempo que me sinto mais jovem, vejo o futuro diante de meus olhos... Tenho certezas que vem do coração... Não é um sonho de primavera, é real e é pra sempre.

domingo, 5 de outubro de 2008

Não sei se quero ser CEO de alguma empresa, mas faço questão de ser a administradora da minha vida

SEJA CEO DA SUA CARREIRA E, DEPOIS, DA EMPRESA



* Carlos Cruz



O mundo corporativo vive um cenário novo, repleto de mudanças rápidas e cargos que exigem muito dos profissionais. Por isso, o jovem inicia sua carreira com o olhar direcionado para os altos cargos. Dentre eles, o posto de CEO (Chief Executive Officer ou, em português, diretor-executivo) é o mais desejado. Ao contrário do que muitos pensam, as competências e talentos
necessários para ocupar um cargo como esse podem ser executados em qualquer etapa da carreira. Na verdade, quanto mais cedo se põe em prática, mais chances o jovem terá de realizar o sonho de um dia assumir a liderança de uma empresa.
Na verdade, poucos sabem o que faz um CEO e alguns até se questionam se ele é uma espécie de "Super-Homem" dentro das organizações. Será que é? A resposta é simples: não. Esse profissional é reconhecido por sua capacidade de realização e transformação. Suas competências fazem com que ele consiga trazer melhores resultados para a empresa, tanto no que diz respeito aos lucros como à produtividade. Sua figura inspira os demais membros a trabalharem melhor e
alcançarem suas metas de forma concreta e objetiva.
Acredito que antes de atingir esse cargo, o primeiro passo a ser dado é assumir a direção da própria vida, tanto profissional quanto pessoal. O que isso quer dizer? Precisamos assumir a responsabilidade das nossas ações, bem-sucedidas ou não, dos nossos acertos e erros; aprender a tomar decisões e sustentá-las. Outras habilidades que precisam ser desenvolvidas para que se alcance o sucesso profissional são as capacidades de liderar e estabelecer metas ambiciosas, porém alcançáveis, para que não se crie frustrações desnecessárias.
Do outro lado do processo, ou seja, para quem já chegou ao cargo de CEO, é imprescindível que se mantenha o espírito jovem somado à voz da maturidade. Assim, esse profissional poderá transformar, aprender e inovar com mais facilidade e consistência. Estudos comprovam que as mudanças que demoravam anos para se concretizar, durante as décadas de 80 e 90, hoje acontecem entre três e cinco dias.
Dentre as competências mais importantes para um executivo que deseja obter sucesso no mercado, em ordem de importância, segundo uma pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers, estão: flexibilidade para mudanças, liderança, capacidade de desenvolver pessoas, espírito colaborativo, criatividade, inovação e, por último, visão a longo prazo para antecipar e administrar os riscos para a empresa. É importante que o jovem fique atento para não colocar o objetivo de se tornar um CEO em primeiro foco para sua carreira, nem com um fim, mas encarar esse fato como uma conseqüência de suas realizações ao longo do tempo. Estar no topo significa que mais responsabilidades serão assumidas, por isso, volto a dizer que é melhor começar pelas responsabilidades da própria carreira.

Algumas ações podem ajudá-lo a ser o CEO do futuro:

  • Priorizar atividades que geram resultados: Não perca tempo com atividades que não tragam bons resultados. Conte com o planejamento estratégico para alcançar níveis de excelência ao longo do seu dia-a-dia.
  • Buscar responsabilidades e assumi-las: Sabe aquele projeto importante que o seu chefe está para começar? Prepare-se e esteja à disposição para colaborar. Para que você possa ser visto, muitas vezes é preciso se expor.
  • Não espere, crie suas próprias oportunidades e lembre-se: quem não é visto não é lembrado.
  • Inovar e criar: Não realize suas tarefas de maneira automática, ou seja, pense sempre no que pode ser melhorado. Inovação é algo que toda empresa busca e, se você fizer isso também, há grandes chances de criar algo que faça a diferença para sua organização;
  • Aprender a cada instante: Aproveite todas as oportunidades para aprender algo novo. Acredite que não existem erros e acertos, apenas resultados. A partir deste pensamento, idealize maneiras de aprender com os resultados e ir à busca das suas metas;
  • Investir em você: Estude, trabalhe seu desenvolvimento pessoal e busque atividades que realmente lhe dão prazer e geram mais impacto positivo nos seus resultados. Para crescer
    na empresa é preciso crescer internamente, como indivíduo. Conviver com profissionais experientes; estudar seus comportamentos, a forma como pensam, agem e superaram desafios; a maneira de se comunicar com o restante da equipe e as estratégias que usam para lidar com as crises pode contribuir significativamente para o jovem "comprimir décadas em dias". Com isso, é possível aprender em pouquíssimo tempo o que seu modelo demorou para aprender em uma vida. Mas não adianta conhecer e saber o que eles fazem e como fazem se nada for colocado em prática.

Por isso, não se esqueça: o segredo está em entrar em ação para descobrir qual será o seu real caminho.

Achei esse texto muito legal. E também me fez lembrar como iniciei meu processo de maturação e mudança... Um ano atrás procurei uma psicóloga para me ajudar a descobrir o que realmente queria da carreira e da vida, assim como para superar algumas perdas...
Não fiquei na psicóloga muito tempo, mas o contato inicial me deu uma vontade enorme de autoconhecimento... Fui testando... Descobrindo as coisas que me fazem feliz e que quero levar pra sempre comigo... Descobri aquelas que me fazem sorrir, mas que não valem a insistência... Descobri sacríficios necessários...
De repente ao me olhar no espelho, vi uma imagem de mim mesma mais segura. E engraçado, os outros me viram mais bela... Mudei? Não. Ainda sou a mesma. Mas conheço cada cantinho da minha alma, até mesmo aqueles sotãos empoeirados e fechados há muitos anos... Talvez daí venha essa nova visão que outros têm.

Resiliência

Esse texto não é meu (quem dera fosse tão boa nisso), mas achei-o inspirador.

RESILIÊNCIA É ATITUDE

* Leila Navarro
Na área do desenvolvimento humano, um conceito muito valorizado atualmente é resiliência, a capacidade de superar adversidades sem se despedaçar. A pessoa resiliente é dura na queda: enfrenta crises, sofre perdas, encara fracassos e continua firme, não desiste de seus objetivos. Parece até que quanto mais problemas enfrenta, mais forte fica. Não é de se estranhar que essa característica seja tão valorizada. O mundo globalizado é imprevisível, e a qualquer momento podemos enfrentar situações críticas, turbulências, mudanças que inviabilizam nossos projetos, até mesmo uma dispensa do trabalho. O mundo de hoje não nos oferece garantia de nada. Nós é que temos de nos garantir, tendo o preparo necessário para enfrentar as situações inesperadas. Penso que a chave da resiliência está na forma como se interpretam as experiências difíceis e estressantes da vida. Revoltar-se contra essas situações, encará-las com pessimismo ou reclamar como o mundo é injusto - que é a atitude de muita gente - não leva a nada. Mas quando se consideram as crises e dificuldades como fatos naturais da vida, que nos proporcionam oportunidades de crescimento, é possível enfrentá-las com algum equilíbrio e consciência. Se você quiser desenvolver a qualidade da resiliência, comece a interpretar as dificuldades como desafios e dirija sua energia para superá-los, não para lamentá-los. Tire proveito deles para desenvolver novas competências e se fortalecer. Ao assumir essa postura e repeti-la ao longo do tempo, chegará um momento em que nada poderá abalar sua autoconfiança, pois você já terá passado por muita coisa e saberá que tudo dá certo no final. Então compreenderá que resiliência não é um "poder especial" que algumas pessoas têm, mas, simplesmente, uma atitude perante a vida.