Algumas pessoas entram em nossas vidas com data de chegada e partida.
Alegramos-nos com suas presenças, até que um dia elas deixam de estar
fisicamente presentes.
Às vezes nos perguntamos por que ficamos sós... Porque
ter alguém e perder depois é muito doído... A gente sofre mesmo, quer brigar com
o destino, às vezes se rebela com o mundo... Às vezes as circunstâncias são tão
abruptas que demoramos muito tempo para digerir os acontecimentos...
Depois
que passa algum tempo as lembranças voltam com um gosto de saudade, uma
lembrança doída, mas feliz... E de repente conseguimos sentir as pessoas
distantes como se estivéssemos ao lado delas...
E nessa hora que começamos a
entender aos poucos todos os acontecimentos que nos levaram a essa solidão... E
começamos a ver o que realmente importa...
Existem marcas que não se apagam,
marcas que o tempo não desfaz. Daqui a cem anos poucas coisas restarão de nós,
os feitos que realizamos talvez nem existam mais... O dinheiro que tanto
guardamos para gastar um dia, talvez tenha mudado de nome... Os prédios e
edifícios podem já ser ruínas...
Mas daqui a cem anos restarão as coisas que
construímos no coração... Restarão as lembranças dos momentos que
compartilhamos... Restará aquele sorriso que nos alegrou no momento de angustia,
aquela palavra amiga no dia de dor... E ainda sorriremos ao lembrar tudo que
vivemos juntos daqueles que amamos um dia. Mesmo que a vida tenha sido breve e a
saudade muito maior.
Esse pequeno texto é uma homenagem a duas pessoas que trouxeram muitas lições de amizade à minha vida, mas que um dia deixaram de maneira muito rápida esta vida e deixaram saudades nos amigos e nas familias.
Obrigado Tio Osman por ter feito parte da nossa vida.
Obrigado Plínio por ter feito parte da nossa vida.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Nada é em vão...
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